Antieconomia ou Economia Burra – Não Faça Isso

Hoje minha reflexão será sobre uma situação – ou postura, filosofia de vida, sei lá – um pouco estranha, mas que muitos acreditam que é correta de ser feita. Ou acabam fazendo por não ter outra saída, mas ainda sim é ruim.

Essa reflexão será sobre o que podemos chamar de antieconomia, ou, no português claro e direto, economia burra.

O prefixo anti, de acordo com o dicionário, indica oposição, e é isso mesmo que quero indicar quando utilizo anti+economia – uma economia que, na verdade, traz prejuízo a quem faz, geralmente no longo prazo. Simplificando: Economia burra. Pode deixar que vou me explicar…

É importante destacar que, assim como todos os artigos do Simples Assim, esse não é um artigo ofensivo, é claro que deve ser observada a situação de cada pessoa.

Economia Burra – Não faça isso

Esse tipo de economia é vista com frequência em vários lugares, e com certeza você possui algum conhecido que age dessa maneira. Se você conhecer alguém assim, converse com essa pessoa e mostre que o que ela faz não trará benefícios, apesar de aparentemente isso ocorrer.

Como disse antes, a economia burra é aquela que gera a sensação de economia, porém, quando ocorrer um desvio da situação mais provável a acontecer, aí é que vem o prejuízo. Vamos ao exemplo:

Conheço pessoas que não fazem seguro do carro, porque dizem que provavelmente não baterão em alguém, ou só fazem o seguro contra terceiros para o caso de uma batida. A pessoa considera que essa situação é a mais provável, porém não depende somente da pessoa – há várias variáveis que não estão em seu controle, como motoristas embriagados que podem bater nesse carro, dentre outros. Se o seguro do carro anual for R$ 500,00, em 4 anos a pessoa economiza R$ 2.000,00. Olha que “vantagem” em não fazer seguro do carro…

Um dia, o carro é roubado, e aí a situação menos provável (ou mesmo a situação que ele não havia pensado) ocorreu. Se o carro custava R$ 20.000,00, a economia em 4 anos foi de R$ 2.000,00; porém, o prejuízo foi de R$ 20.000,00. Portanto, o prejuízo líquido é de R$ 18.000,00! Será mesmo que valeu a pena?

Esse exemplo do carro é o mais simples. Outros exemplos podem ser dados com o carro, ou mesmo com coisas domésticas.

Outro exemplo é quando uma pessoa possui um dinheiro na poupança – e não abre mão daquela economia – e por um acaso necessita utilizar o cheque especial. Enquanto o dinheiro na poupança renderá (com alguma sorte) 0,8% ao mês, os juros do cheque especial “rendem” (ou consomem) cerca de 10% do seu saldo devedor.

Ou seja, R$ 1.000,00 na poupança em um mês renderão R$ 8,00, enquanto se a dívida for dos mesmos R$ 1.000,00 ela passará para R$ 1.100,00! Portanto, tire o dinheiro da poupança e pague sua dívida =)

Uma questão que surge é: Será que realmente vale a pena economizar para depois gastar mais para reparar um bem? Fica a sugestão de reflexão.

5 Comments

  • Edson Palma disse:

    - Como andam às coisas com você Iúri. Tava sumido!

    Bem, a maioria das pessoas sensatas concorda que a população em grande parte – Creio que principalmente hoje, com esta melhoria nas condições de vida econômica da maioria dos brasileiros (… aparente, pelo menos …), tende à investir mais por “emoção”, do que pela razão, – não é verdade?

    … Deve ser por isto que não conquistamos a devida maturidade pra guiar melhor nossas despesas.

    - Bom ter o retorno dos seus artigos!

    ;-)

    Até mais …

  • Sissym disse:

    Iuri, querido amigo,

    Eu desejo uma Feliz Pascoa e que os coelhinhos sejam generosos trazendo chocolates. Mais do que tudo que seja gostoso tatilmente, que traga um feliz telefonema inesperado de alguem que goste, o abraço de quem ama, enfim, compartilhar com amigos e familiares esta sagrada época do ano.

    Beijos

  • Matheus disse:

    Olá Iúri,

    Conheço muitas pessoas que fazem este tipo de “economia”.

    Há uma outra ainda que poderia ser citada: Quando a pessoa esta doente e não compra medicamentos ou toma providências no começo da doença. Com o tempo a doença se fortalece, e a pessoa acaba gastando muitas vezes o dobro para recuperar a saúde, com medicamentos mais fortes, mais tratamentos, e perda de horas de trabalho que geram descontos na folha de pagamento.

    Boa reflexão, bom ver novos artigos seus por aqui! Feliz páscoa com 1 dia de atrazo :-)

    Abraço!

  • D@nil.B disse:

    Não encontro mais nenhuma página para contato ou parceria, então aqui estou para avisar que o banner do seu blog e o link foram retirados da área de parceiros do Mídia e Ecologia.com, se estiver com interesse de voltar com a parceria me avise via e-mail.

    Grato.

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