Por Que Ótimos Alunos Nem Sempre Se Tornam Ótimos Profissionais?

Uma das coisas mais bonitas na vida, sem dúvida, é o aprendizado. E uma coisa que aprendi, com o passar do tempo, é que somos capazes de mudar de opinião – e isso é ótimo, desde que seja para nosso crescimento. E uma opinião, ou ponto de vista, que tinha sobre “os melhores alunos” de uma turma se tornarem “os melhores profissionais” tem mudado a cada dia.

Uma coisa é fato: no dia-a-dia não busco saber se os profissionais com quem trabalho foram bons ou ótimos alunos, mas duas pessoas com quem tive contato recentemente me surpreenderam – são profissionais medianos, e foram ótimos alunos.

Profissional 1

Um dia conheci um engenheiro um pouco mais novo que eu, cerca de 1 ano, que começou a trabalhar numa área com a qual tenho muito contato. Ao observar o comportamento dele, percebi que ele não era proativo, um requisito muito exigido atualmente. Além disso, ele sempre parecia deslocado quando de grandes problemas em seu setor, ou em setores afins.

Para minha surpresa, ao conversar com ele sobre os tempos de universidade, acabamos chegando ao assunto “média”. Foi aí que percebi que a média dele, na época de universidade, era maior que a minha.

Profissional 2

No mesmo período conheci outro engenheiro mais novo que eu cerca de 3 anos, mas que está empregado há algum tempo. Diferentemente do engenheiro anterior, ele até que era proativo, porém, uma pessoa com um senso de urgência não muito forte, e cuja visão da área de atuação e áreas de interface não era muito grande.

Curiosamente, com o segundo engenheiro, também acabei tocando no assunto “média” – e adivinha a informação que obtive: que sua média na universidade também foi maior que a minha.

Por que Ótimos Alunos Nem Sempre Se Tornam Ótimos Profissionais?

Devido a tudo isso, uma dúvida surgiu em mim: Por que esses engenheiros que foram muito bem da universidade, quando atuando como profissionais, não tiveram um desempenho de destaque como nos tempos de estudo?

É claro que o que apresentarei agora é, mais uma vez, meu ponto de vista, e foram baseados no contato que tive (e tenho) com vários profissionais.

Por que ótimos alunos nem sempre se tornam ótimos profissionais?

Porque certas coisas não se ensinam na escola (faculdade/universidade):

  • Proatividade;
  • Senso de urgência;
  • Percepção do que ocorre a sua volta – e nas áreas afins à sua;
  • Humildade;
  • Determinação;
  • Paciência;
  • E muito mais.

E há mais um ponto, que somente a experiência faz com que aprendemos: a observação. Eles ainda não aprenderem com o erro dos outros, observando, e estão cometendo os próprios.

E você, já se surpreendeu com um profissional não tão bom, que foi um ótimo aluno?

Fonte da imagem: http://sergiohpg.vilabol.uol.com.br/

Categories: Opinião

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